Post #651
Um seriado de ação, há alguns anos, apresentou uma vez a seguinte cena: para desmascarar um possível espião e saber se ele era realmente norte-americano, foi feita a seguinte pergunta, qual é o nome do baixista do Pearl Jam? Se o sujeito não soubesse que Jeff Ament era a resposta certa, ele não era um legítimo cidadão dos Estados Unidos. O Pearl Jam, pelo menos no Bonnaroo, já se tornou uma instituição norte-americana. Desde o começo do festival, pessoas no camping tocavam nos alto-falantes as músicas da banda de Seattle ad continuum. Para ter uma idéia da expectativa, a disputa pela área reservada nas proximidades do palco foi feroz - muito mais do que para a apresentação do Metallica na noite anterior. E o clima no show na noite deste sábado, o principal da programação, teve todos os ares de culto, com Eddie Vedder sendo o pregador.
O cantor fez diversos discursos políticos - mas sem citar nenhum envolvido nas eleições presidenciais deste ano -, com críticas a Bush e enfatizando a necessidade de mudança no país. Aproveitou o perfil do público do Bonnaroo, mais aberto à atmosfera liberal, em vários sentidos da palavra, para dar uma conotação política à performance. O show começou, no entanto, um pouco morno, com uma seqüência de músicas de andamento mais lento e um lado B, “All night”. Mas no decorrer das mais de duas horas de apresentação apareceram diversas favoritas do público como “Better man”, “Why go”, “Animal”, “Crazy Mary” e “Even flow” - esta, com direito a solo tocado com a guitarra nas costas por Mike McCready.
Eddie Vedder falou do preço da gasolina, assunto quente nos EUA no momento e que afeta a todos que estão aqui, e fez uma piada sobre o consumo de drogas no evento: “Se isso aqui fosse Amsterdã, eu nem ia estranhar, mas caramba…”.
A banda tocou perto do final “Alive”, mas para quem esteve em qualquer um dos dois shows que o Pearl Jam deu em São Paulo, a ligação com o público não teve comparação - mesmo com todo o peso do grupo dentro de um festival como esse.
Fonte:http://colunas.g1.com.br/








01 Mai - New Orleans Jazz and Heritage Festival, LA










por Gabriel Pinheiro 

Resumindo: a melhor banda do mundo.